Livreto | Benção do Seminário Romano Maior



 RITOS INICIAIS

SAUDAÇÃO

Alunos e fiéis se reúnem no local do novo seminário, onde se dá a bênção e, se for o caso, entoa-se um canto apropriado.
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos fazem o sinal da cruz e respondem:
℟.: Amém.

O celebrante saúda os presentes, com estas ou outras palavras, de preferência extraídas das Sagradas Escrituras.
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que é a sabedoria eterna e o único mestre, esteja convosco.
℟.: Bendito Seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo!

Em seguida, o celebrante dirige algumas palavras, a fim de preparar para a celebração os ânimos dos presentes e explicar o rito, podendo fazer uso destas palavras ou outras semelhantes:
Pres.: Por misericórdia de Deus estamos aqui reunidos, irmãos caríssimos, para a bênção do novo seminário, que é, sem dúvida, um grande dom da bondade divina. Seminário, como sugere o próprio nome, é uma espécie de viveiro da diocese, onde se formam os ministros da Igreja. Vamos, portanto, rogar ao Senhor que o novo seminário seja escola de oração e aula de doutrina celeste, e que os que forem aqui admitidos como alunos, vos sejam mais tarde restituídos como zelosos pastores e a nós colegas e cooperadores do ministério sagrado.

E todos oram em silêncio, durante algum tempo. Prossegue, então:
Pres.: Olhai, Senhor Deus, a vossa Igreja de Roma, que construiu esta nova sede para o seminário, e concedei, por vossa graça, que os futuros ministros de Cristo, reunidos em comunhão de vida e entregues aos estudos sagrados, possam aqui receber a formação necessária para exercer tão importantes funções. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém. 

LITURGIA DA PALAVRA

Os leitores ou o diácono leem um ou mais textos da Sagrada Escritura, principalmente dentre os adiante propostos, ou dentre os indicados no Lecionário para conferir as ordens sagras, entremeados de salmos responsoriais apropriados ou de intervalos de silêncio. A leitura do Evangelho deverá sempre ocupar o lugar principal.

Como primeira leitura, poderá usar-se o texto seguinte:

I Cor 1, 26-2,5: 
"Irmãos, olhai quem foi chamado entre vós".

Leitor: Irmãos, vamos ouvir as palavras de são Paulo aos Coríntios.
E, senão, irmãos, olhai quem foi chamado entre vós; pois não há muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. Antes, o que o mundo julga estulto, Deus escolheu para confundir os sábios; e o que o mundo julga fraco, Deus escolheu para confundir os fortes; e o vil e desprezível aos olhos do mundo, o que não é nada, Deus o escolheu para destruir o que é, para que nenhum mortal se glorie diante de Deus. Por ele sois em Cristo Jesus, que veio a ser para vós sabedoria da parte de Deus, justiça, santificação e redenção, para que, segundo o que está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor, E eu, irmãos, cheguei a vós para vos anunciar o mistério de Deus não com o prestígio da eloquência ou da sabedoria. Pois resolvi entre vós não saber coisa alguma, senão Jesus Cristo, e este crucificado. Além disso apresentei-me a vós em fraqueza, temor e muito tremor; minha palavra e minha pregação se revelaram não em discursos persuasivos de sabedoria humana mas na manifestação e no poder do Espírito, para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas sim no poder de Deus.
Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.

Como evangelho, poderá usar-se o seguinte texto:

Mt 9, 35-38: 
"A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos".

℣.: Irmãos, vamos ouvir as palavras do santo Evangelho escrito por Mateus.
Jesus percorria todas as cidades e aldeias ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda a enfermidade e doença. Vendo o povo, sentiu compaixão dele porque estava fatigado e prostrado como ovelhas sem pastor. Então disse a seus discípulos: "A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da plantação que mande trabalhadores para a colheita".

O celebrante faz a homilia, em que explica as leituras bíblicas e o significado da celebrações.

ORAÇÃO DOS FIÉIS

Segue-se a oração comum, Dentre as invocações propostas, o ministro poderá escolher as que julgar mais apropriadas, ou acrescentar outras condizentes com as circunstâncias e as condições das pessoas.

Pres.: Em Cristo, que é a perfeita imagem do pai, encontram-se todos os tesouros da graça e da sabedoria. Vamos recorrera ele com confiança, e lhe digamos:
℟.: Senhor, fazei que vos sigamos aonde quer que fordes.

1.  Senhor Jesus Cristo, que reunistes discípulos para ensiná-los e associá-los ao serviço do reino, fazei-nos semelhantes a vós, dedicados servidores do Povo de Deus.

2. Senhor Jesus, orastes pelos discípulos para que se santificassem na verdade; enviai-nos o Espírito Santo, para que, em união convosco, possamos produzir frutos duradouros.

3. Senhor Jesus, Sumo Sacerdote tirado do meio dos homens, fizestes do povo resgatastes um reino e sacerdócio para Deus, vosso Pai; ajudai-nos a comprovar, com o testemunho da nossa vida, aquilo em que acreditamos, meditando na lei do Senhor.

4. Senhor Jesus, escolhestes uma vida virginal e pobre, cumprindo assim a vontade do Pai; fazei que, inteiramente entregues ao amor de Deus, estejamos unidos a vós, e a vós somente sirvamos e agrademos.

5. Senhor Jesus, vós vos fizestes para nós a sabedoria da cruz, nossa linguagem e nossa vida sejam manifestação do Espírito e da virtude.

6. Senhor Jesus, vós nos mandastes pedir ao vosso Pai para enviar operários à sua colheita; ouvi as nossas súplicas para que, á medida que a plantação cresça, se multipliquem também os ceifeiros.

ORAÇÃO DA BENÇÃO

O celebrante, de mãos estendidas, diz:
Pres.: Senhor, nós vos bendizemos e louvamos o vosso nome, por que, por inefável desígnio de vossa misericórdia, estabelecestes que o único e sumo sacerdócio de Cristo tivesse de durar para sempre, e que o seu poder invisível tivesse de sustentar continuamente a vossa Igreja, por meio de ministros visíveis. É o vosso Filho quem manifesta aos povos o mistério do vosso amor, quando os arautos do Evangelho anunciam a palavra da salvação; é ele quem, à direita de vossa glória, ora conosco, quando ressoam as vozes dos sacerdotes em oração; é ele quem se digna apresentar a vós a oblação de si mesmo, quando os sacerdotes celebram, no altar, os sagrados mistérios;  é ele próprio que rege e governa a sua Igreja, quando os pastores guardam e apascentam as ovelhas entregues aos seus cuidados. Olhai, portanto, Senhor nosso Deus, a vossa Igreja de Roma, que construiu esta nova casa para seminário, onde possa cuidar dos futuros ministros de Cristo, reunidos em comunhão de vida e entregues aos estudos sagrados, a fim de receberem a formação necessária para exercer tão importantes funções. Pai santo, nós vos suplicamos, que os futuros arautos do Evangelho e ministros do altar, aqui, aprendam pela oração o que irão um dia ensinar, enriquecendo a mente para o desempenho de boas ações; aqui, acostumem-se a oferecer hóstias espirituais, e, com frequência aos divinos mistérios, experimentem a força salutar dos santos sacramentos; aqui, pela obediência, sejam ovelhas que reconhecem o bom Pastor, para que, uma vez feitos pastores do rebanho do Senhor, eles saibam oferecer a vida pelas ovelhas que lhe forem confiadas. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

Após a oração da bênção, o celebrante asperge água benta sobre os presentes e a nova casa, enquanto se canta a antífona:
Ant. Onde o amor e caridade, Deus está.
Congregou-nos num só corpo o amor de Cristo; exultemos, pois, e nele jubilemos. Ao Deus vivo nós temamos mas amemos; e sinceros, uns aos outros, nos queiramos.

Ant. Onde o amor e caridade, Deus está.
Todos juntos num só corpo congregados, pela mente não sejamos separados. Cessem lutas, cessem rixas, dissensões, mas esteja em nosso meio Cristo Deus!

Ant. Onde o amor e caridade, Deus está.
Junto um dia com os eleitos nós vejamos vossa face gloriosa, que adoramos. Alegria que é imensa, que enche os céus; ver por toda a eternidade Cristo Deus. Amém.
Ou outro canto apropriado.

RITOS FINAIS

CONCLUSÃO DO RITO

Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono se for oportuno, convida os presentes para a receberem a bênção com estas palavras ou outras semelhantes:
Diác: Inclinai-vos para receber a bênção.

O celebrante, de mãos estendidas sobre os presentes, conclui o rito, dizendo:
Pres.: Deus não deixa de providenciar pastores a seu povo; que ele derrame sobre a sua Igreja o espírito de piedade e de fortaleza, e aqueles, que, por seu chamado, assumem o múnus sacerdotal, procurem também, com a graça do Espírito Santo, exercê-lo dignamente.
℟.: Amém.

Pres.: E a todos vós, aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
℟.: Amém.

É louvável que a celebração se complete com um canto apropriado.

CANTO FINAL
(Eis-me aqui)

EIS-ME AQUI SENHOR!
EIS-ME AQUI SENHOR!
PRA FAZER TUA VONTADE
PRA VIVER NO TEU AMOR
PRA FAZER TUA VONTADE
PRA VIVER NO TEU AMOR
EIS-ME AQUI SENHOR!


O SENHOR É O PASTOR QUE ME CONDUZ
POR CAMINHOS NUNCA VISTOS ME ENVIOU
SOU CHAMADO A SER FERMENTO SAL E LUZ
E POR ISSO RESPONDI: AQUI ESTOU!

ELE PÔS EM MINHA BOCA UMA CANÇÃO
ME UNGIU COMO PROFETA E TROVADOR
DA HISTÓRIA E DA VIDA DO MEU POVO
E POR ISSO RESPONDI: AQUI ESTOU!

PONHO A MINHA CONFIANÇA NO SENHOR
DA ESPERANÇA SOU CHAMADO A SER SINAL
SEU OUVIDO SE INCLINOU AO MEU CLAMOR
E POR ISSO RESPONDI: AQUI ESTOU!
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